INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA E AVALIAÇÃO EDUCACIONAL: DESAFIOS ÉTICOS, AUTORIA ACADÊMICA E RECONFIGURAÇÃO DAS PRÁTICAS AVALIATIVAS CONTEMPORÂNEAS
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-034Palabras clave:
Inteligência Artificial Generativa, Avaliação Educacional, Autoria Acadêmica, Ética EducacionalResumen
O avanço das tecnologias baseadas em inteligência artificial generativa tem provocado transformações profundas nos processos de produção textual, criação de conteúdos e construção do conhecimento no contexto educacional. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens e outros tipos de conteúdo por meio de algoritmos de aprendizado de máquina passaram a ser amplamente utilizadas por estudantes em diferentes níveis de ensino, suscitando debates relevantes sobre as implicações pedagógicas e éticas associadas a esse uso, especialmente no que concerne às práticas avaliativas. Historicamente, a avaliação escolar tem sido estruturada em torno de critérios como autoria individual, originalidade intelectual e domínio conceitual. Contudo, a emergência das tecnologias generativas desafia esses fundamentos ao possibilitar a produção automatizada de textos que podem ser utilizados em atividades avaliativas sem refletir o processo cognitivo de aprendizagem do estudante. A presente pesquisa analisa criticamente as implicações da inteligência artificial generativa para as práticas avaliativas contemporâneas, discutindo de que maneira essas tecnologias desafiam concepções tradicionais de autoria, originalidade e avaliação da aprendizagem. A abordagem metodológica é qualitativa, de natureza bibliográfica, desenvolvida por meio de revisão sistemática da literatura científica sobre inteligência artificial generativa, avaliação educacional e ética acadêmica. Os resultados indicam que, embora essas tecnologias ofereçam potencial para apoiar processos de aprendizagem, sua utilização também demanda a redefinição de critérios avaliativos e a construção de estratégias pedagógicas capazes de valorizar processos cognitivos, reflexão crítica e produção autoral dos estudantes. Conclui-se que a presença da inteligência artificial generativa no contexto educacional exige uma reconfiguração das práticas avaliativas, orientada por princípios de integridade acadêmica, transparência e valorização da autoria intelectual.

