DA ACUMULAÇÃO FLEXÍVEL ÀS CONTRARREFORMAS EDUCACIONAIS: POLÍTICA, ESTADO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-037Keywords:
Capitalismo, Acumulação Flexível, Políticas Educacionais, Políticas Públicas, Educação Profissional e TecnológicaAbstract
O presente artigo discute as transformações político-econômicas do capitalismo do século XX, destacando a passagem do Fordismo para o regime de acumulação flexível e seus efeitos sobre trabalho, consumo e organização produtiva, conforme Harvey (2010). Em seguida, aborda os fundamentos das políticas educacionais e do ciclo de políticas, a partir de Mainardes, enfatizando a importância das relações de poder, dos contextos e da multidimensionalidade analítica. A análise se volta então às políticas de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil entre 2003 e 2015, evidenciando disputas entre projetos societários voltados ao trabalho como princípio educativo e políticas alinhadas à lógica da empregabilidade. Por fim, examina as diretrizes do ensino médio e a contrarreforma de 2017, apontando avanços, retrocessos e tensões entre formação integral e demandas do mercado.

