NECROPSIA E PATOLOGIA DE CANINOS: DA AVALIAÇÃO MACROSCÓPICA AO DIAGNÓSTICO
DOI:
https://doi.org/10.55905/ramviv13n2-004Palabras clave:
Necropsia, Patologia, Hemorragia, Choque Hipovolêmico, DiagnósticoResumen
A necropsia veterinária constitui importante ferramenta na investigação de alterações anatomopatológicas e na formulação de hipóteses sobre a causa do óbito. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais achados anatomopatológicos observados durante a necropsia de uma cadela da raça Golden Retriever, com histórico clínico de piometra, submetida à ovariohisterectomia terapêutica e que evoluiu para óbito no período pós-operatório, buscando correlacionar as alterações macroscópicas identificadas ao histórico clínico e aos possíveis mecanismos envolvidos no caso. A pesquisa apresentou abordagem qualitativa e natureza aplicada, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e atividade prática realizada no Laboratório de Anatomia Veterinária da Faculdade IDEAU – Passo Fundo. Durante a necropsia, foram observadas alterações macroscópicas, incluindo aproximadamente 600 mL de conteúdo hemorrágico e coágulos na cavidade abdominal, hematoma em musculatura diafragmática, congestão e edema pulmonar, além de alterações congestivas, edematosas e hemorrágicas em diferentes órgãos. A análise dos achados, associada ao histórico clínico disponível, permitiu considerar a hemorragia abdominal pós-cirúrgica como um fator relevante para o comprometimento circulatório observado, sendo o choque hipovolêmico agudo considerado a hipótese mais provável para a causa do óbito. A piometra foi considerada um possível fator agravante, em razão de seu potencial de promover repercussões sistêmicas. Entretanto, a ausência de exames laboratoriais ante mortem e de avaliação histopatológica impossibilitou a confirmação de mecanismos sistêmicos específicos. Conclui-se que a necropsia foi fundamental para a caracterização das alterações macroscópicas e para a formulação de hipóteses sobre a causa do óbito, demonstrando a importância da integração entre histórico clínico, exame necroscópico e métodos complementares de diagnóstico.

