AVALIAÇÃO DE BIÓTIPOS DE Amaranthus hybridus COM POSSÍVEL RESISTÊNCIA AO HERBICIDA GLIFOSATO, EM DIFERENTES REGIÕES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DOI:
https://doi.org/10.55905/ramviv12n1-005Palabras clave:
Tolerância, Caruru, Glifosato, EPSPSResumen
A resistência de plantas daninhas constitui um dos principais desafios no manejo de lavouras de grãos. Nesse contexto, o levantamento e a identificação de biótipos resistentes tornam-se fundamentais para subsidiar estratégias eficazes de controle. O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento em diferentes regiões do estado do Rio Grande do Sul visando identificar possíveis ocorrências de Amaranthus hybridus resistentes ao glifosato. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da UNIDEAU, em Passo Fundo (RS). Foram coletadas sementes de A. hybridus em lavouras localizadas nos municípios de Cruz Alta, Coronel Bicaco, São Luiz Gonzaga e Sertão. O ensaio foi instalado em esquema fatorial 4 × 8, sendo o primeiro fator os locais de coleta das sementes e o segundo as doses do herbicida glifosato (0, 120, 240, 480, 960, 1920, 3840 e 7680 g i.a. ha⁻¹). As avaliações foram realizadas aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação (DAA), considerando o percentual de intoxicação e a redução de matéria seca das plantas, permitindo o ajuste de curvas de resposta para estimar a dose capaz de reduzir em 50% a biomassa vegetal. Os resultados indicaram sensibilidade ao glifosato nos biótipos provenientes de Cruz Alta, São Luiz Gonzaga e Sertão, embora com variações nas doses efetivas. O biótipo oriundo de Coronel Bicaco apresentou resistência ao herbicida, exigindo elevadas doses para promover uma redução de 50% na massa seca.

